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Diário

por Mariana, em 01.05.10

 

É no seu diário que ela descreve os seus sentimentos, as suas memórias, as suas emoções, os seus encontros, os seus pensamentos, os seus sorrisos, as suas lágrimas.

É um diário cor-de-rosa. Faz lembrar aqueles diários que se vêem naquelas cenas de filmes de adolescentes. Não é que ela goste muito desse tipo de diários, mas foi-lhe dado pela madrinha, há muito tempo. E ela aproveitou-o para escrever. Escrever sobre ela, sobre os outros. Sobre a sua vida. Sobre tudo.

É no seu diário que ele descreve o que sente, o que pensa, o que vive. Escreve sobre os seus amigos, os jogos de futebol, as conquistas. Às vezes, inventa histórias. Histórias com personagens apaixonadas, vividas, sentidas. É com isso que ele preenche o seu diário. Secretamente.

É um velho caderno de apontamentos. Encontrou no sótão de casa. Estava cheio de pó, vazio e datava de 1956. Devia ser do avô, mas este nunca tinha escrito uma palavra sequer. Assim, ele vai escrevendo. Escreve sobre ele, sobre os outros. Sobre a sua vida. Sobre tudo.

Hoje, ela descreveu os acontecimentos daquele dia, mal chegou a casa. Precisava de partilhar. Aquele rapaz que viu no outro lado da rua. Aqueles olhos que se cruzaram com os dela e que fizeram o seu coração bater mais depressa. Não sabia o nome dele. Não sabia quantos anos tem. Não sabia nada de nada sobre ele. E o mais certo era ele nem ter reparado nela.

Hoje, ele descreveu os acontecimentos daquele dia, mal chegou a casa. Precisava de partilhar. Viu uma rapariga no outro lado da rua. Parecia diferente. Os seus olhos cruzaram-se com os dela e sentiu o seu coração bater com mais força. Nunca tinha sentido nada assim. Não sabia quem era ela, como se chamava, se gostava de alguém, se era daquelas raparigas reservadas, ou se era muito extrovertida. Não sabia nada sobre ela. E o mais certo era ela nem ter reparado nele.

Acabam o seu relato com a certeza de que é produto da sua imaginação. De que não sentiram. Que tudo é produto das suas imaginações. E deixam nas mãos do destino, o poder de se voltarem a encontrar.

Ambos sem saber que estão presentes no diário um do outro. Para sempre.

 

Diary

 

 

 

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19 comentários

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De fii a 01.05.2010 às 14:48

está lindo !! *-*
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De Yohanan a 01.05.2010 às 15:21

oh esta demais!
escreves tão bem!
escreves mesmo!!
beijinhos, J.
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De Marta a 01.05.2010 às 23:38

Oh está simplesmente lindo *-*

beijinho*
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De fii a 02.05.2010 às 11:06

pois , mas por enquanto é difícil .
mas obrigada . (:
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De Yohanan a 02.05.2010 às 11:19

fico feliz por significar mito.
tsmbem significa muito quando dizes que escrevo cada vez melor.
obrigada Mar,
beijinhos, J.
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De Marta a 02.05.2010 às 11:30

Oh obrigada querida :)
Sim, dá. Eu vou colocar isso na barra lateral.

beijinho*
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De Marta a 02.05.2010 às 17:05

Oh obrigada querida :D
É optimo saber isso :)

beijinho*
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De Mariana a 02.05.2010 às 19:35

oh, obrigada $:
e este texto está a coisa mais linda *_____* como todos os teus $:
beijinhos.
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De carolina lewis a 03.05.2010 às 18:26

gostei imenso desta história , incrivel :D
eu também não percebo porque fazem aqueles dramas nos jogos de futebol, mas pronto, a estupidez é um mal de parte do povo português, a parte masculina (pelo menos alguns :$) -.-
também gostei do teu blog :D
beijinhos :)
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De carolina lewis a 03.05.2010 às 18:37

hoje, até uma colega que é do porto mas não liga muito a futebol, se lembrou de me chamar à atenção por causa do jogo, e minha mãe ontem não se calava,(é do porto -.-) credoooo
beijinhos :)

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